sexta-feira, 7 de março de 2014

Sobrevivendo aos reaças

O mundo está se tornando um lugar reaça e coxinha para se viver. Não bastasse as bravatas do imperialismo tucano. Espalha-se a notícia de que alguns setores capitalistas apoiados pelo PIG e suas neuroses direitistas se ejactam sobre a Bolsa Família com o argumento de que deve-se ensinar a pescar e não dar o peixe. Frase de algum pensador neoliberal conservador cristão homofóbico e racista.

Chaves e Maduro: A reaçada pira
Vejo duas questões claras aí: a primeira, óbvia, é quem lucraria com essa proposta de “ensinar a pescar” que a direita branca cínica repete a torto e a direito. Não. A torto e a esquerdo. Não, não. A torto e a direito mesmo. Quem lucra? O sistema capitalista coxinha reaça e tucano. É a indústria de varas, de linhas, de molinetes. Capitalistas que com esse incremento nas vendas poderiam até abrir novas filiais para explorar cada vez mais a mão de obra do trabalhador.

Quando se dá o peixe, toda essa rede de exploração se torna abjeta, desnecessária e objetivo final, o peixe na mesa do povo, permanece inalterado. É isso que causa reações paquidérmicas e neurastênicas na classe média que não suporta a ideia de ver sua empregada com carnês quitados enquanto os seus estão no prego do Serasa.

Em segundo, me parece claro que o Brasil tem que pensar como grande potência, sem abaixar a cabeça para os conservadores reaças, a verdade é que não há tempo para se ensinar a pescar. O Brasil tem muito mais com o que se preocupar do que com pesca. Há uma ruína capitalista em curso no continente, foi com ela que surgiram os coxinhas, os reaças, esses leitores da Veja, os Olavetes, o Lobão. E sobre estes já disse o que tinha que dizer. Divergência é para os semelhantes. Com opinião contrária não tem debate.

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